<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><rss version="0.91"><channel><title>PNETliteratura - Eventos</title><link>http://www.pnetliteratura.pt</link><description></description><language>pt-pt</language><item><title>Clarice Lispector – A Hora da Estrela, por Sílvia Chueire</title><link>http://www.pnetliteratura.pt/evento.asp?id=28</link><description><![CDATA[Deparar-me com os olhos de Clarice a saltarem da penumbra da sala de exposições olhando direto nos meus e ler a sua frase <i>“Ver é a pura loucura do corpo”</i>, foi uma surpresa. Não se espera ir a uma exposição cenográfica que assinala os 30 anos de morte da escritora e da publicação de A Hora da Estrela seu último livro publicado em vida, e dar com a escritora, a mulher, ali, tão próxima. 
<br></br>
Este é o efeito que tem no espectador a exposição “Clarice Lispector - A Hora da Estrela”, que estará no Centro Cultural Banco do Brasil, o CCBB no Rio de Janeiro, até dia 05 de outubro próximo.
<br></br>
Com a cenografia a cargo de Daniela Thomas e Felipe Tassara, somos conduzidos ao universo de Clarice cuidadosamente e no modo silencioso, à meia-luz, que propicia a introspecção.<br></br>
Cercados de frases de seus livros, fotografias ampliadas do rosto de Clarice e impressas em voile, uma ambiência que tinha a ver com espaços cênicos de sua obra, e, naturalmente com a sua angústia, sua vida, objetos pessoais, pensamentos, livros aos quais se podiam ler, pendurados do teto por fios; tornamo-nos todos criaturas a partilhar com ela seu olhar para o mundo.<br></br>
Numa entrevista em vídeo, com excelente imagem, Clarice vai respondendo aquelas coisas que julgávamos impossíveis de dizer e muito mais de escrever:
<i>“Depois que acabo um livro eu morro. E até que descanse de tudo aquilo e a inspiração, volte a surgir continuo morta. Mais tarde, vão surgindo idéias, vou anotando em cadernos, e começo a juntá-las. E aí sim, volto a viver. Hoje, por exemplo, estou morta”</i>. 
<br></br>
Escrevo esta frase de memória, não deve estar exata, mas era mesmo isso. Marcou-me ouvi-la na entrevista, como algo muito próprio da mulher e escritora, angustiada e genial. A mesma mulher que escreveu no seu último livro, Um sopro de vida - Pulsações, escrito no ano de sua morte:
<br></br>
<i>“Eu escrevo como se fosse para salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida. Viver é uma espécie de loucura que a morte faz. Vivam os mortos, porque neles vivemos.”</i>
<br></br>
O olhar agudíssimo o cigarro nas mãos, as pausas na fala, todas as palavras; Clarice me surpreendeu novamente. 
<br></br>
<b>Silvia Chueire</b>
]]></description></item><item><title>Crónica novaiorquina de Kátia Gerlach - Doses de Hiper-realismo?</title><link>http://www.pnetliteratura.pt/evento.asp?id=26</link><description><![CDATA[Comprovando a tendência atual da atração pelos <i>reality shows</i>, as novelas históricas, os documentários <i>a la Michael Moore</i>, Nova Iorque termina o mês de setembro com alguns eventos que refletem a vontade do público contemporâneo de explorar a realidade na sua crueza, querendo-a apenas afinada pela sofisticação artística dos que a embrulham em peças de teatro, filmes, séries de televisão, revistas fotográficas, dentre outros.
<br></br>
<b><i>A Man For All Seasons</b></i>
Voltou a estrear na Broadway, a peça <i>A Man For All Seasons</i> (Um Homem Para Todas as Estações), escrita por Robert Bolt (1925 – 1995) em 1960. Inspirado na sua admiração por Sir Thomas More, Bolt trouxe para o palco, sem romantismo, o confronto moral entre More e Henrique VIII, confronto este que culminou na ruptura entre a coroa inglesa e a Igreja Católica em 1532. Com Frank Langella como protagonista, a peça revela em More, um homem obsecado por seus princípios e virtudes, alvo de inveja de seus rivais, inclusive Cromwell, e adorado pela sua família e pelo povo. Os diálogos têm origem nos acervos históricos da época e a peça atrai o público pela representação fiel e imediata da etapa final da vida de More, posteriormente canonizado pela Igreja Católica. O público, que participa artificialmente como júri no julgamento de More pela Corte, através da inversão do palcão em técnica maestral, é, no entanto, poupado da cena em que More vem a ser decapitado na Torre de Londres.  À saída do teatro, tem-se a sensação de se haver assistido a retratos da vida do protagonista.
(Para aqueles que não podem assistir à peça, recomenda-se a versão para o cinema, filme sob o mesmo título, e ganhador de Oscars em 1966, dirigido por Fred Zinneman.)
<br></br>
<b><i>Adaptação de François Bégaudeau</b></i>
Até 12 de outubro de 2008, o <u>46th New York Film Festival</u>, Lincoln Center (<a href=www.filmlinc.com target=_blank><font color=blue>FILMLIMC</font></a>) apresenta uma coletânea de vinte e oito filmes (dezoito dos quais provenientes do último Festival de Cannes), vindos dos muitos recantos do mundo. Foi exibido na noite de abertura “Entre les Murs” (Entre Paredes), baseado no livro escrito por François Bégaudeau e contracenado pelo próprio autor. A novela auto-biográfica de Bégaudeau traz a luz a sua experiência como professor do ensino fundamental nos arredores de Paris, povoados por uma população jovem e estratificada. A prevalência de documentários, filmes “semi-fictícios” por assim dizer, caracteriza a seleção deste ano e evidencia a busca pela verdade literal, sem adornos.  Em muitos casos, pessoas do quotidiano protagonizam a si próprias em cena, em outros, relatos históricos são reconstruídos para tomar a tela, até mesmo com o auxílio da animação (“Waltz with Bashir”, Valsa com Bashir, por Ari Folman). Uma homenagem ao diretor japonês Nagisa Oshima, comparado frequentemente a Jean-Luc Goddard, corre paralelamente ao festival.
<br></br>
<b>Kátia Gerlach</b>
<br>
Foto/créditos: http://www.duke.edu]]></description></item><item><title>Sete anos de </title><link>http://www.pnetliteratura.pt/evento.asp?id=27</link><description><![CDATA[<i>A Camaleão - Associação Cultural</i> volta a promover mensalmente, no Ateneu de Coimbra, as famosas "Quintas dos Contos". Na próxima quinta-feira, dia 2 de Outubro, pelas 22h00, o convidado <b>António Fontinha</b>, “figura histórica da narração oral em Portugal” apresentar-se-á ao público. ED
(ver tudo em: <a href=http://grupocamaleao.blogspot.com target=_blank><font color=blue>Grupo Camaleão</font></a>)
<b>ED</b>]]></description></item><item><title>WINGS OVER AMERICA na Fundação Luso-Americana</title><link>http://www.pnetliteratura.pt/evento.asp?id=25</link><description><![CDATA[Ao longo de 2008, o ciclo ASAS SOBRE A AMÉRICA/ WINGS OVER AMERICA convocará autores, ensaísticas, críticos, editores e académicos para discutir “os trânsitos” literários ocorridos entre Portugal e os Estados Unidos da América. No dia 25 de Setembro, pelas 18H30 -, SAUL BELLOW por <b>Rui Zink</b>; no dia 20 de Novembro, pelas 18H30 -, ERZA POUND por <b>Manuel António Pina</b>; e no dia 11 de Dezembro, pelas 18H30 -, RAYMOND CHANDLER por <b>Francisco José Viegas</b>.
Ver mais em: <a href=http://www.flad.pt target=_blank><font color=blue>FLAD</font></a> 
<br><b>LC</b>]]></description></item><item><title>Casa Grande em Cascais</title><link>http://www.pnetliteratura.pt/evento.asp?id=24</link><description><![CDATA[Com o patrocínio da Câmara Municipal de Cascais e da Quasi Edições, vai ser apresentado no próximo dia 27 de Setembro, pelas 17h30, na Biblioteca Municipal de Cascais, o livro de poesia <i>Casa Grande</i> de <b>Sofia Pinto Correia Melo</b>. A apresentação da obra estará a cargo de Maria de Vasconcelos.
Ver mais em: <a href=http://www.cm-cascais.pt/cascais target=_blank><font color=blue>C.M. Cascais</font></a> e <a href=http://www.quasi.com.pt target=_blank><font color=blue>Quasi</font></a>
<br><b>LC</b>]]></description></item><item><title>Francisco José Viegas em Coimbra</title><link>http://www.pnetliteratura.pt/evento.asp?id=23</link><description><![CDATA[A próxima sessão de “Os Livros Ardem Mal” terá lugar no próximo dia 6 de Outubro. Como é hábito, decorrerá pelas 18 horas no <b>Café-Teatro do TAGV</b> (Coimbra). O convidado, desta feita, é <b>Francisco José Viegas</b>, escritor, crítico e divulgador cultural, actualmente director da revista LER.
Ver mais aqui: <a href=http://olamtagv.wordpress.com target=_blank><font color=blue>Os Livros Ardem Mal</font></a>
<br><b>LC</b>]]></description></item><item><title>Miguel Real e João Tordo na casa Fernando Pessoa</title><link>http://www.pnetliteratura.pt/evento.asp?id=22</link><description><![CDATA[Amanhã, dia 25, <b>João Tordo</b> e <b>Miguel Real</b> vão estar presentes na sessão de Setembro dos “Livros em Desassossego”, a <i>tertúlia</i> da última quinta-feira de cada mês que a <b>Casa Fernando Pessoa</b> promove desde 2005. Com a moderação de <b>Carlos Vaz Marques</b>, esta sessão dará igualmente atenção ao décimo aniversário da atribuição do Nobel da Literatura a José Saramago.
<br><b>LC</b>]]></description></item><item><title>Katia Gerlach - Babar em visita a Nova Iorque - uma exposição encantadora</title><link>http://www.pnetliteratura.pt/evento.asp?id=21</link><description><![CDATA[Assistimos na semana passada a abertura da exposição "Drawing Babar, Early Drafts and Watercolors" na Morgan Library and Museum em Nova Iorque.<br></br>
Espalhados por três salas do museu, os desenhos e aquarelas de Jean de Brunhoff (1899-1937) e de seu filho e sucessor Laurent de Brunhoff (n. 1925) oferecem um registro extraordinário sobre o método de trabalho de ambos, artistas plásticos transformados em escritores.<br></br>  
Desde as origens de Babar, o pequeno elefante que perde a mãe na floresta, e exerce o papel de protagonista nas diversas histórias da coleção, até a introdução da Rainha Celeste, os rascunhos em exposição mostram o processo de criação em sua essência e a integração entre a arte plástica e a ficção.  
<br></br>
Na edição semanal da revista <i>New Yorker</i> (22 de setembro), um artigo de Adam Gopnik discursa sobre as controvérsias geradas em torno de Babar e sua família, por vezes vistos como símbolo do imperialismo francês.  <i>Faut-il brûler Babar</i>? (deve-se queimar Babar?) é uma das perguntas feitas e título do livro de Herbert Kohl sobre o poder das histórias infantis.  
<br></br>
Os críticos vêem Babar como uma alegoria da colonização francesa:  o elefante selvagem chega a cidade para ser civilizado de acordo com as regras da capital imperialista, a Paris dos anos 30.  <br></br>Enquanto a discussão em torno do personagem clássico prossegue, Laurent de Brunhoff, um senhor elegante e avançado nos anos, viaja com Babar, autografa calmamente um número sem fim de livros para crianças de todo o mundo e comprova a universalidade da boa escrita.  O acervo, adquirido pela Morgan em 2004, permanece à disposição do público até 4 de janeiro de 2009.
<br></br>
<b>Katia Bandeira de Mello-Gerlach</b>, <i>correspente da PNETliteratura em Nova Iorque</i>]]></description></item><item><title>A Árvore as Palavras</title><link>http://www.pnetliteratura.pt/evento.asp?id=20</link><description><![CDATA[É inaugurada na próxima quarta-feira, dia 24, pelas 18.30, na Casa Fernando Pessoa, a exposição A Árvore das Palavras (com textos e Ruy Belo e Cardoso Pires). Seguir-se-á uma sessão sobre o poeta Ruy Belo com a presença de Fernando Pinto do Amaral, Gastão Cruz e Pedro Mexia. A leitura dos poemas estará a cargo de Luis Miguel Cintra.
Ver mais aqui:
<a href=http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt target=_blank><font color=blue>Casa Fernando Pessoa</font></a>
<br><b>LC</b>]]></description></item><item><title>Colóquio em Lisboa sobre Machado de Assis</title><link>http://www.pnetliteratura.pt/evento.asp?id=19</link><description><![CDATA[Lisboa acolhe um colóquio internacional dedicado ao escritor Machado de Assis, um dos maiores nomes da literatura brasileira. O colóquio decorrerá na <b>Fundação Calouste Gulbenkian</b> nos próximos dias 29 e 30 de Setembro. Para além de Carlos Reis, estarão presentes Abel Barros Baptista, Hélder Macedo e John Gledson.
Mais em: (<a href=http://www.pnetliteratura.pt/noticia.asp?id=489 target=_blank><font color=blue>PNET/Lusa</font></a>)
Créditos/fotografia: <a href=http://www.avepalavra.kit.net target=_blank><font color=blue>Avé, Palavra!</font></a>
<br><b>LC</b>]]></description></item><item><title>Leilão pessoano</title><link>http://www.pnetliteratura.pt/evento.asp?id=18</link><description><![CDATA[No próximo dia 13 de Novembro, na galeria <b>P4 Photography</b>, vai ser licitada parte do espólio que pertencia à biblioteca de Fernando Pessoa e do qual os seus herdeiros se decidiram desfazer. Entre os documentos a licitar está o célebre "dossier Pessoa-Crowley".
Ver em:
<a href=http://www.p4photography.com/gallery target=_blank><font color=blue>P2 Photography</font></a>
<br><b>LC</b>]]></description></item><item><title>Homenagem a Eduardo Lourenço</title><link>http://www.pnetliteratura.pt/evento.asp?id=17</link><description><![CDATA[O número 22 da Revista Relâmpago, inteiramente dedicado a <b>Eduardo Lourenço</b>, vai ser lançado, em Lisboa, no próximo dia 29 de Setembro, pelas 18.00 ( na Casa Fernando Pessoa).  A apresentaçãoo estará a cargo de Almeida Faria e Gastão Cruz.
Ver em:
<a href=http://www.relampago.pt target=_blank><font color=blue>Revista Relâmpago</font></a>
<br><b>LC</b>]]></description></item><item><title>Machado 21: A Centennial Celebration</title><link>http://www.pnetliteratura.pt/evento.asp?id=16</link><description><![CDATA[Em antecipação ao centenário da morte de <b>Machado de Assis</b>, ocorre entre os dias 15 e 21 de setembro, em Nova York e New Haven, Connecticut, a <b>Semana Machado de Assis</b>. Os eventos, espalhados pela cidade (City University of New York, Lincoln Center, Centro Cultural Brasileiro em NY, Casa das Américas e Yale) englobam debates, seminários, apresentações, leitura de poesias, exposições de arte e exibições de filmes para o cinema.  O autor, até recentemente pouco reconhecido no mundo de língua inglesa, ganhou novas versões traduzidas da sua obra e vem sendo inserido como um dos grandes ícones da literatura universal.  Susan Sonntag, Harold Bloom e Philip Roth estão entre os intelectuais admiradores da obra machadiana no exterior.   
Ver aqui:
<a href=(http://www.Machado21.com target=_blank><font color=blue>Machado 21</font></a>)
<br> 
<b>Katia Bandeira de Mello-Gerlach</b>, correspondente da PNETliteratura em Nova Iorque.
 
(foto: <a href=http://www.ufmg.br target=_blank><font color=blue>UFMG</font></a>)
<br><b>LC</b>]]></description></item><item><title>Pessoa por Luís Machado</title><link>http://www.pnetliteratura.pt/evento.asp?id=15</link><description><![CDATA[No próximo dia 26 de Setembro, terá lugar na Casa Fernando Pessoa, pelas 18h30, um recital de poesia por Luís Machado. <i>Pessoa, Singular sempre Plural</i> contará com ilustrações musicais da pianista Inês Rodrigues Correia, e propõe uma despretensiosa viagem por um universo pessoano repleto de simbolismo onde, para lá de todas as máscaras, transparece sempre a virtualidade do talento de um singular escritor que ousou ser plural. Luís Machado, escritor e actor, assinala com este evento três décadas como leitor de poesia. A sessão inclui poemas de Fernando Pessoa e dos heterónimos Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos.
Ver aqui: <a href=http://mundopessoa.blogs.sapo.pt target=_blank><font color=blue>Mundo Pessoa</font></a>
<br><b>LC</b>]]></description></item><item><title>Lançamento em Serpa</title><link>http://www.pnetliteratura.pt/evento.asp?id=14</link><description><![CDATA[Na próxima 5ª feira, dia 18 de Setembro, pelas 21,30 horas, será apresentado em Serpa, no Auditório da Livraria <b>Vemos, Ouvimos e Lemos</b>, o romance <b>A Especiaria</b> de <b>António Oliveira e Castro</b>. A apresentação estará a cargo do Pintor <b>Nuno David</b>.
<br><b>LC</b>]]></description></item></channel></rss>
