A literatura é um rio que se reconhece, hoje em dia, através de uma identidade multifacetada: um vastíssimo esteio de afluentes que disputa os limites de uma fronteira sempre impossível de traçar. É neste limbo dinâmico, ponteado por marés imprevistas, que o site PNETliteratura se situa. Sem dizer que não à turbulência ou à contingência. Interrogando, enquanto publica; dando a ver, enquanto relativa. Luís Carmelo, Coordenador
"O escritor corre o grande risco de se baratear. A popularidade é uma coisa terrível, nesse sentido. A popularidade acaba cercando o escritor e o artista de um mundo artificial e um interesse inteiramente artificial. O sujeito acaba fazendo aquilo que sente que o público gosta, em vez de fazer aquilo que acha que deve ser feito. Eu lembro de quando Manuel Bandeira fez oitenta anos. Havia quase manifestações populares, nas homenagens que fizeram a ele. Mas você acha que aquele pessoal algum dia leu Manuel Bandeira?" João Cabral de Melo Neto em Desterritórios.
“A rigor, podemos falar de best-sellers a partir da invenção da imprensa. Assim, a título de exemplo, no século XVI, Virgílio teve 385 edições, a que correspondem cerca de 300 000 exemplares vendidos.”
“E nos últimos tempos eu cheguei a uma conclusão - que eu não tinha reconhecido como tal -, de que, no fundo, a grande influência literária na minha pessoa, na minha maneira de escrever, na minha maneira de encarar a questão do relato, da narração, foi o Almeida Garrett.”
"Dinis Machado é o autor de um dos livros que, se fôssemos mais tocados pela palavra «gratidão», elogiaríamos com mais frequência: O Que Diz Molero, publicado quando a ficção portuguesa não sabia que era portuguesa e ignorava que tinha de trocar de bandeiras, por volta de 1977."
"Fechei, hoje, a montagem de imagem do meu documentário sobre a figura de Urbano Tavares Rodrigues. Era para mim uma evidência fazer um filme sobre uma figura a quem o país deve muito. Pelo seu exemplo, coragem, generosidade e talento."
"O verbo faz surgir o mundo, sim, mas faz surgir sobretudo o mundo do verbo. Um mundo onde é possível ao escritor inventar para os leitores a carnalidade da linguagem que os constitui - escritor e leitores - como produtos e sujeitos de actos de escrita e de actos de leitura particulares." Manuel Portela Link: Os Livros Ardem Mal Créditos/Fotografia: Triplov LC
"A verdade é que Freud também comprou uma cópia em gesso da Gradiva e a guardava no seu escritório. Há ícones que são bibliotecas." Pedro Mexia Estado Civil
"Não sei se aguento este mês de Outubro. Só na editora Dom Quixote vão ser publicados O Arquipélago da Insónia, o novo romance de António Lobo Antunes; A Feiticeira de Florença, de Salman Rushdie; Diário de Um Ano Mau, de J.M. Coetzee e Rebeldes, de Sándor Márai." (Isabel Coutinho, Ciber Escritas) LC
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Não é apenas a tradução de um poema; é ser tocado por um texto, partir à sua descoberta, à forma como foi construído, inspirado... pintado. É uma simbiose perfeita não só entre um original e a sua tradução mas, mais fundo ainda, entre o tradutor e a alma do poeta, cujo poema é já em si a “tradução” ...
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Partindo do quadro de Chirico com o mesmo título, depois da denúncia do papel da mulher-esposa, Sylvia Plath sufoca-nos com o seu retrato da mulher-filha, sobre a qual recai o peso insuportável de tudo o que a mãe (e a sociedade) dela espera e a que jamais ela poder&aacut...
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O autor andarilho publicou em Junho passado sonhos em forma de caminhos percorridos. As rotas escolhidas trilham a continuidade do universo deste autor: exotismo, luxo, hedonismo. A cada vez que fecho o livro para o admirar - a sua capa é uma absoluta marca de bom gosto - esta escrita d...
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No verão quem não deseja viajar? E se essa sensação de liberdade e de encontro com o novo nunca desaparecesse? É disso que trata este livrinho pequenino em que o conceito de férias se vê imortalizado para sempre em forma de aventura a dois - dois bons amigos que viajam pelo mundo. Um mundo escolhido...
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Um arlequim passa de bar em bar recitando poemas de memória e pondo-se à prova ao oferecer declamar versos de poetas escolhidos pela sua plateia. Entremeia a poesia de observações quase políticas sobre a situação dos artistas de rua no Brasil. Na primeira edição da Flip a homenagear um escritor de n...
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Com pouco mais de uma dúzia de ruas, seis ao longo da ponta que dá para o oceano e outras tantas cruzando as primeiras, o centro histórico de Paraty é uma pequena Manhattan, que no início de uma visita independente da duração parece tão control...
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Nesta minha terceira Flip, encontro um evento muito mais institucionalizado do que a versão de 2006, quando ainda era fácil conseguir ingressos para as tendas dos autores durante a própria festa, e comer em restaurantes como o Banana da Terra sem ter que fazer a reserva "de São Paulo". Des...
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Esta é a oitava edição da festa que virou a principal atração turística de Paraty, e muita coisa mudou nesses anos. Neste encontro em que o principal homenageado é um dos autores considerados entre os maiores intérpretes do Brasil (formando jun...
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Foi em cafés e restaurantes e encontros com portugueses de vária espécie que o livro se viu nascer. Um livro escrito para agradar às massas, à hipérbole de turistas alemães que desertam o país ao longo do ano inteiro – e não s&oacu...
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Já não é uma novidade no panorama musical mundial, mas um nome destes desperta sempre curiosidade a um português, especialmente se os membros desta banda são provenientes do longínquo Alaska. Tenho andado a ouvir os Portugal.The Man desde o ano passado &ndash...
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Havia muito de Umberto Ecco na aula aberta ao público de Antonio Muñoz Molina ontem à noite no King Juan Carlos I of Spain Center, parte do campus da New York University, o edifício de número 53 ao sul do grandioso Washington Square. Na sala reservada ao evento, não se ouve o inglês enquanto uma se...
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A princípio, são as meias vermelhas que nos distraem e fazem reparar na combinação com a camisa também vermelha mas em outro tom, o terno é marron escuro, o blazer descasado. Um homem visivelmente mais jovem do que a idade, um sotaque aplicado à pronúncia rastejante, um pessimista, medroso, por nat...
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Entre Osnabrűck e Porto, que paralelo biográfico melhor para se ler Ilse Losa na direcção contrária àquela que ela geograficamente deu à sua vida. Uma vida que na tragédia da História da Alemanha encontrou porto de abrigo no Porto de onde eu provenho e que nessas trocas interculturais perdeu ou...
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Artistas plásticos, músicos, poetas e escritores encontram no Brooklyn refúgio e cenário e dali partem para expedições ultramarinas na Califórnia, na Índia, na França, na América Latina, na África, a book tour perhaps. Discussões literárias, conversas boêmias, propostas, idéias para livros em ebuli...
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Continuação do Circo da i margin’ar-te por Maria LavaA Escrita de Viagem (ou os Vigieiros do Corpo) insere-se no já enunciado e anunciado Projecto do Circo da i margin... Ler Tudo >>
Quando, no falar comum e quotidiano, nos referimos a “literatura de cordel”, usamos a expressão num sentido depreciativo, desvalorizando uma determinada obra como sendo de inferior ... Ler Tudo >>
um Projecto do Circo da i margin’ar-te, uma (des)pretensão de trimaginar a arte; do deslado marginal d’ella.I ida prima estaçãoII ida decoração da primaIII ida prima estaçãoIV ida frolV idos fr... Ler Tudo >>
Um Dia Na Praia, de Bernardo Carvalho, Planeta Tangerina. Obrigada à equipa do Planeta por ter disponibilizado as imagens e por ter escolhido a banda sonora. Pensando bem, Letra pequena não fez quase... Ler Tudo >>
Estreia do premiado autor, Francisco José Viegas, no género infantil. Se Eu Fosse... Nacionalidades faz-nos descobrir a vida que o Lio teria se fosse japonês, brasileiro, norueguês ou italiano.
Ilustrado a quatro cores, oferece às crianças, a partir dos 5 anos, a oportunidade de conhecer a realidade gastronómica, linguística e patrimonial de diferentes países.
Humorada, lúdica e didáctica, é uma obra para ser lida com os pais e descobrir, em cada país, aquele pormenor, contribuindo para a construção da memória referencial das crianças relativamente às diferentes nacionalidades do mundo