A literatura é um rio que se reconhece, hoje em dia, através de uma identidade multifacetada: um vastíssimo esteio de afluentes que disputa os limites de uma fronteira sempre impossível de traçar. É neste limbo dinâmico, ponteado por marés imprevistas, que o site PNETliteratura se situa. Sem dizer que não à turbulência ou à contingência. Interrogando, enquanto publica; dando a ver, enquanto relativa.
Luís Carmelo, Coordenador
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Correspondentes

D`este viver aqui neste papel descripto

[05-07-2009] |
MEU AUTOR DE CABECEIRA: ANTÓNIO LOBO ANTUNES(O texto, de minha autoria, foi publicado na revista SER Médico - 39 de 2007, editada pelo CREMESP, quando o autor circulava apenas em algumas castas de escritores. Entretanto, nos dias que se passam, momento em que a imagem vale mais que a obra e Paraty aproxima autoria-obra do público brasileiro, acho pertinente reproduzi-lo no PNET, acrescentando em visibilidade do belo trabalho do autor entre os leitores brasileiros)Carlos Pessoa RosaCompreender a construção do romance em António Lobo Antunes, prêmio Camões 2007, passa, obrigatoriamente, pela leitura das cartas enviadas à esposa quando serviu na África, como médico, de 1971 a 1973, e publicadas em 2005, com o título “D’este viver aqui neste papel descripto” (Cartas da guerra).Entre confissões de amor (Gosto de ti e sobem-me nas pernas/ Marés que um lo...  Ler Tudo >>

«A Vida Verdadeira» de Vasco Luís Curado -Dom Quixote, 198 páginas

[08-07-2010] |
Um homem numa casa, uma casa numa quinta. É nos arredores de uma cidade, uma cidade sem nome, indeterminada, apenas cidade. Está só, esse homem sozinho nessa casa, nessa quinta. Chegam duas visitas. Uma agente imobiliária e o respectivo fotógrafo. Vêm pela casa, pela quinta. Ambas estão à venda. Caminham pelos espaços vazios e em quase ruína, abrem espaço pelos silêncios, enquanto tecem comentários avulsos. Fotografam as divisões, saem ao exterior, a fazer contas aos metros quadrados. Há que fazer contas, garantem. Vendida e demolida, a casa, o espaço que ocupa pode dar lugar a várias construções – isso é importante para o hipotético comprador. Tudo parece bem encaminhado, garante ainda a agente Gabriela ao calado «Senhor Vergílio», como ela, profissionalmente, se dirige ao proprietário da casa e da quinta. &Eac...  Ler Tudo >>

«A Vida Verdadeira» de Vasco Luís Curado -Dom Quixote, 198 páginas

[08-07-2010] |
Um homem numa casa, uma casa numa quinta. É nos arredores de uma cidade, uma cidade sem nome, indeterminada, apenas cidade. Está só, esse homem sozinho nessa casa, nessa quinta. Chegam duas visitas. Uma agente imobiliária e o respectivo fotógrafo. Vêm pela casa, pela quinta. Ambas estão à venda. Caminham pelos espaços vazios e em quase ruína, abrem espaço pelos silêncios, enquanto tecem comentários avulsos. Fotografam as divisões, saem ao exterior, a fazer contas aos metros quadrados. Há que fazer contas, garantem. Vendida e demolida, a casa, o espaço que ocupa pode dar lugar a várias construções – isso é importante para o hipotético comprador. Tudo parece bem encaminhado, garante ainda a agente Gabriela ao calado «Senhor Vergílio», como ela, profissionalmente, se dirige ao proprietário da casa e da quinta. &Eac...  Ler Tudo >>

«Crónica do Rei-Poeta Al-Mu’tamid» de Ana Cristina Silva - Editorial Presença, 180 páginas

[17-06-2010] |
A existir, a ser equacionado por um qualquer levantamento estatístico, o registo do romance histórico em Portugal nos últimos anos provavelmente denunciá-lo-ia num dos lugares cimeiros, senão mesmo no topo, entre os géneros literários mais amiúde praticados pelos autores nacionais. Entre crónicas romanceadas de rainhas pretéritas – imbuídas de espíritos benfazejos, de ideais cristãos beneméritos das artes ou pugnando, altruístas, e avant son temps, em favor e defesa dos mais desfavorecidos – e revisitações dos tempos luso-imperialistas, pré e pós-descolonização (não isentas de “emboscadas” narrativas, no que respeita à leitura e interpretação dos factos pretensamente ficcionados, propiciadas por sentimentos e memórias desfiados na primeira pessoa e por decorrência não por completo sanadas nas suas feridas), o romance histórico português, poderá afirmar-se sem receios de nos afastarmos da verdade dos factos, encontra no público português terreno sólido para cada vez mais se afirmar. É v...  Ler Tudo >>

«Inverness» de Ana Teresa Pereira - Relógio d’Água, 131 páginas

[03-06-2010] |
De há muito que assim é. A obra, prolífica e regular (também regularmente editada pela Relógio d’Água), que Ana Teresa Pereira vem a editar desde que em 1989 publicou «Matar a Imagem», encerra, uma e outra vez, a cada novo título, uma série de coordenadas ou especificidades que lhe conferem uma personalidade muito concreta, palpável e logo reconhecível. A chamada marca autoral. Muitas vezes, disso mesmo recorrendo, ao lermos os seus livros, julgamos estar a ler o já lido, o já antevisto, o já percepcionado. Como se as personagens voltassem ou não quisessem despedir-se da autora. O escritor, é sabido, nem sempre apenas escreve quando à escrita; andamos sempre a escrever, se calhar andamos sempre a escrever o mesmo livro, como se a vida que todos os dias vivêssemos. É recorrente em vários autores. A páginas tantas, na primeira pessoa das suas personagens deste novo pequeno romance «Inverness», de algum modo, Ana Teresa Pereira confirma o que acabo de escrever, desmontando para o leitor o...  Ler Tudo >>

«Depois de morrer aconteceram-me muitas coisas» de Ricardo Afonso - Objectiva, 200 páginas

[20-05-2010] |
Que a literatura portuguesa contemporânea é pouco dada ao humor creio ser asserção amplamente reconhecida e aceite. Donde que, e talvez, carregada de velhos hábitos e hálitos medos, a sua prática tende, quando em uso, a moldar-se a subterfúgios vários, ora escudando-se na recriação polissémica das palavras, ora usando e abusando do uso do calão, ora glosando as matérias mais por via do sarcasmo e de uma ironia subterrânea, quase sempre velada e nas entrelinhas do dizer. Décadas de mordaça ditatorial terão contribuído para isso, mas isso igualmente explicado por via da difícil arte de ironizar à escrita, isto é, escrever com graça, sem cair na graçola, dizer dos dias e das suas faunas com humor e, sobretudo, dizê-lo com bom gosto. É que, como se sabe, é pelicular a distância entre o humor e o mau gosto. Ora, vem tudo isto a propósito de romance há relativamente pouco tempo editado entre nós, «Depois de morrer aconteceram-me muitas coisas», de Ricardo Adolfo.Um título comprido é meio cam...  Ler Tudo >>

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Tentativa e Erro

[29-07-2010] |
Costumo citar muitas vezes o Manuel Hermínio Monteiro comparando uma editora a um cadáver esquisito surrealista: colecções começadas e nunca continuadas, autores que entram e saem, projectos que se projectam, aparecem e acabam não surgindo entretanto livro algum, gente de olhos fechados ou demasiado abertos a tentar – tentativa e erro.Nada mais certo. Editar livros é muito as circunstâncias que permitem o livro. Muita sorte ou muito azar (os anos depois dirão); mas também muito trabalho e muitas ideias muito boas e muito más (os anos depois dirão). Claro está que esses anos dizem em momentos diferentes coisas diferentes. Se eu hoje me orgulho da primeira edição da antologia dos Anos 90 que organizei e fujo quando vejo o prefácio que escrevi, da mesma maneira que tenho pena de ter feito a terceira edição aumentada e fujo (menos, é certo) do prefácio que escrevi, não sei o que o tempo dirá daqui a uns anos – sei apenas que ambas foram feitas com os melhores propósitos da altura. (Aqui mi...  Ler Tudo >>

E Lda.

[13-07-2010] |
Sou um metrófilo (ver crónica anterior) daqueles picuinhas. Quero com isto dizer que não gosto só de poesia por causa dos poemas. Sendo eu também editor, gosto muito de poesia pelo que de trazem de editorial. Não é habitual ver na restante literatura edições limitadas, assinadas, litografadas ou carimbadas. Nem edições rubricadas, facsimiladas ou numeradas. Esse é um dos atributos não da poesia, mas da história da edição dos livros de poemas: a mariquice.Antes de ter todas as associações de defensores dos homossexuais a querer colocar-me pronto para ser fuzilado no Campo Pequeno, quero dizer que gosto muito de mariquices. E que, portanto, espero que compreendam que nada de insultuoso existe neste meu qualificativo. Acho até, sinceramente, que faz falta mariquice a este país. Lembro-me dos versos do Pessoa / Campos (cito de cor): “Nunca conheci ninguém que tivesse levado porrada. / Todos os meus conhecidos são campeões em tudo”. Ora, o que eu acho é que faz falta quem tenha falhado pela...  Ler Tudo >>

Metrofobia

[08-06-2010] |
Amigo disse-me que existia e era verdade. Eu fui ao Houaiss e procurei – nada. Eu fui à world wide web e procurei – nada. Eu fui à wikipédia e procurei – lá estava.Diga-se no entanto que a wikipédia é tão fiável como o Fábio Coentrão a jogar a defesa esquerdo contra o Messi – não é. Mas na listagem enorme de fobias, lá estava: a metrofobia. Há muitas fobias, há até a fobia de ter fobias. Há a fobia da estupidez e a fobia do pensar – devem estar de algum modo ligadas, imagino. Coíbo-me de colocar aqui mais exemplos, a world wide web tem esta coisa maravilhosa de estar à mão de semear, queira esta expressão dizer o que quiser.Mas deixo-me contaminar pela internet e confio: metrofobia existe e diz-se como a fobia ou o ódio à poesia. Espantados? Eu também fiquei.Quem será aquele que tem fobia da poesia? Imagino alguém com fobia de muita coisa, mas de poesia? Que raio de importância lhe dão para que mereça ter um termo que a define pelos que a detestam? Dão-lhe muita, só eu não a percebo. A...  Ler Tudo >>

É Poesia

[25-05-2010] |
Num filme mau baseado num livro bom (quantos filmes maus há que são baseados em livros bons, meu Deus!), a personagem principal, a certa altura, quando presencia aquilo que acha o cenário mais belo possível, exclama: “it’s poetry”. A personagem chama-se Ellie Arroway, o filme e o livro chamam-se “Contacto”.Li-o adolescente em duas noites, numa edição de bolso que trouxe da biblioteca para casa. Estava, há anos, esgotado. E o Porto ficava ainda muito longe de Famalicão nessa altura. (Famalicão continua a ficar longe do Porto, mas isso são outras conversas.)Fiquei fascinado com a história que Carl Sagan me apresentou, do programa SETI (Search for Extra-Terrestrial Intelligence), e mais ainda da relação tão sofrida que ela tinha com a morte do pai. Claro está que o filme veio e a Jodie Foster estragou tudo. O Robert Zemeckis também não ajudou, mas há partes naquele filme, cenas (como aquela do tribunal, no final) que são tão más que só a Jodie Foster para impor aquilo; tão más como a únic...  Ler Tudo >>

A Margem

[05-05-2010] |
O que é que está à margem da poesia? A prosa? A mentira? A verdade? A honestidade? Talvez se soubéssemos o que se encontra à margem da poesia assim pudéssemos descobrir o que é a poesia.Eu não sei. Nem o que está à margem nem o que ela é. Sei apenas que a leio, que sobre ela escrevo e penso. Que me delicio. Não é pouco, convenhamos.Sei também que não consigo dissociar de um texto o seu formato, suporte, existência física. Sei também que isto vai contra tudo o que ensinam nos Estudos Literários. Mas que eu, biólogo, não quero saber de Estudos Literários nestas crónicas.Por isso, quando falo da margem falo de um dos primeiros livros que comprei. Foi na Leitura, ainda a Leitura era a Leitura sem palavras inglesas a acompanhar-lhe o nome. E não foi barato. Mas foi preciso.É “Margem da Ausência”. E é poesia sem sê-lo. É um conto – depois o autor até veio a reuni-lo numa colectânea de contos – mas é poesia. Escrito por Urbano Tavares Rodrigues, editado pela ASA em 1998, com lindíssimas fotog...  Ler Tudo >>

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Ensaio sobre a cegueira

[15-07-2010] |
Num dos inúmeros testemunhos publicados aquando da morte de José Saramago, retive a história contada por Filipe Luís na revista “Visão” (crónica à qual, aliás, roubei o título). Em 2000, quando conheceu José Saramago, queixou-se-lhe de que estava a ler – e a achar intragável – a obra Uma Longa História de Günter Grass que, para além de amigo do autor, lhe tinha sucedido na conquista do Nobel. E Saramago sugeriu-lhe: “Se não lê alemão, experimente ler a tradução espanhola. Às vezes é das traduções...” Neste caso, a tradutora tinha sido Maria Antonieta Mendonça, igualmente tradutora de outras obras do mesmo autor. O que retiro destas palavras não é a questão da competência da tradutora. O importante é o reconhecimento da importância da qualidade da tradução pelo autor mais traduzido de Portugal.Seria desejável que este reconhecimento, tão reconfortante para todos os tradutores, fosse também feito pelas editoras e a vários níveis: não só quanto à selecção dos tradutores, como também à imp...  Ler Tudo >>

A crise chegou à tradução

[24-06-2010] |
O problema não é de agora, mas está a agravar-se.A profissão de tradutor literário é um trabalho sem rede. A rede, se existe, é um contrato de tradução que ninguém leva muito a sério. Se for feito por iniciativa do editor, é uma coisa boa, que estipula preços, prazos de entrega, salvaguarda os direitos do editor perante uma eventual má qualidade da tradução e – obviamente – deixa bem claro que o tradutor não tem quaisquer direitos sobre a sua tradução. Se não for livremente proposto pelo editor e for pedido pelo tradutor, “parece mal” – é entendido como um atitude de desconfiança do tradutor relativamente ao cumprimento das obrigações contratuais do editor – e há sempre outro tradutor qualquer disposto a fazer menos exigências.Num mundo perfeito, toda a gente é honesta e cumpre a palavra dada. Mas todos sabemos que o mundo é cada vez mais imperfeito. Quando tudo é combinado verbalmente, não há outro remédio senão acreditar nas boas intenções das partes intervenientes nesses acordos ver...  Ler Tudo >>

A tradução está mais pobre

[10-06-2010] |
Morreu no passado dia 20 de Maio, Paulo Eduardo de Carvalho, de 45 anos, professor da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e tradutor. Para além da sua actividade docente, homenageada e recordada de forma emocionada pelo presidente da Associação de Estudantes da FLUP, Paulo Eduardo de Carvalho deixa uma marca indelével na área do teatro pois, para além de vários trabalhos académicos, foi também encenador de peças de autores como Harold Pinter e Samuel Beckett. Cabe neste espaço destacar o seu trabalho no domínio dos estudos de Tradução, com a publicação de vários ensaios e artigos, e de também de tradutor, sobretudo na área da tradução de teatro, não só através da tradução propriamente dita, mas estendendo a sua actividade à publicação e autoria de prefácios das suas traduções de vários dramaturgos, como os já referidos Harold Pinter e Samuel Beckett, e ainda Frank McGuinness, Brian Friel, Martin Crimp e Tom Murphy, entre outros. A sua última tradução para teatro foi de uma peç...  Ler Tudo >>

Traduzindo...

[27-05-2010] |
Caros leitores do Observatório da Tradução,Peço-vos que desviem os olhos momentaneamente um pouco para a direita. Já está? Viram a palavra “Traduzindo...”? Muito bem. É um novo espaço dedicado à tradução. Nasceu esta semana, mas estava em gestação há muito tempo. Mais precisamente desde a criação de blogue de Daniel Hahn aquando da sua tradução para inglês de Estação das Chuvas de José Eduardo Agualusa no site da Booktrust (www.booktrust.org.uk), onde ele foi fazendo uma espécie de diário da sua experiência e abrindo à discussão de quem quisesse participar muitas das dificuldades com que ia deparando. O resultado foi estimulante, pela originalidade do autor, pela “transferência” dessa originalidade para inglês, pelas sugestões que choveram de todo o mundo, pela partilha do que costuma ser o trabalho isolado do tradutor.É esse o espírito do espaço Traduzindo...: pôr tradutores literários, escritores, alunos de tradução, revisores, etc. a conversarem, a pensarem em conjunto, a interagire...  Ler Tudo >>

Ainda a plasticidade

[13-05-2010] |
Mas, desta vez, não do cérebro, mas da língua... inglesa. É bela, muito por causa disso.Numa entrevista a Steve Jobs, o jornalista, ao descrevê-lo, diz “Apareceu bejeaned”, ou seja, com umas jeans, umas calças de ganga. Para os ingleses e americanos, procurar uma coisa no Google é simplesmente “google it” (ou seja, cinco palavras contra duas), o portuguesíssimo “não me venhas com mas, nem meio mas” é apenas “don’t but me”, aspirar a casa pode ser “hoover it” (com a apropriação da marca Hoover), “bedgasm” é uma sensação (que deve ser comum a muitos tradutores) de prazer total, de libertação total, de relaxamento total, ao ir para a cama depois de muitas horas de trabalho, “obamacheck” é uma espécie de rendimento mínimo, “redtube” é o Youtube de conteúdos pornográficos, “iPerbole” é a devoção a tudo o que a Apple produz, “beclown” é fazer figura de palhaço, “facebocrastinate” é passar tempo no Facebook para não fazer nada, e (só mais uma...) “Jack Johnsoned”, que é alguém que ouve a mesm...  Ler Tudo >>

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Traduzindo...
Coordenação: Maria do Carmo Figueira

Traduzindo

Não é apenas a tradução de um poema; é ser tocado por um texto, partir à sua descoberta, à forma como foi construído, inspirado... pintado. É uma simbiose perfeita não só entre um original e a sua tradução mas, mais fundo ainda, entre o tradutor e a alma do poeta, cujo poema é já em si a “tradução” ...  Ler Tudo >>
[29-06-2010]  |  Maria do Carmo Figueira
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THE DISQUIETING MUSES, de Sylvia Plath, tradução de Ana Maria Chaves

Partindo do quadro de Chirico com o mesmo título, depois da denúncia do papel da mulher-esposa, Sylvia Plath sufoca-nos com o seu retrato da mulher-filha, sobre a qual recai o peso insuportável de tudo o que a mãe (e a sociedade) dela espera e a que jamais ela poder&aacut...  Ler Tudo >>
[29-06-2010]  |  Ana Maria Chaves
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Literanário
Contribuições Literárias
(reservado o direito de selecção)
Maceió-Alagoas – Brasil Massachusetts, USA

                                      António Manuel Pacheco

Da Caverna

Seguia eu pela avenida central de Penafiel e abeirava-me da passadeira mesmo em frente ao café mais ...   Ler Tudo >>
[06-07-2010]  |  António Manuel Pacheco
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  De Maceió-Alagoas – Brasil              Carlito Lima

Ordener Cerqueira

              Ordener foi meu ídolo na infância e juventude. Eu me divertia, dava gargalhada ouvindo...   Ler Tudo >>
[21-07-2010]  |  Carlito Lima
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Menos do Muito

De repente não é mais para fora.Não é mais sucesso para exportaç&...   Ler Tudo >>
[15-04-2010]  |  Diana Menasché
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História de duas irmãs e de uma sereia que morreu afogada

À CatarinaO rio existe e talvez por isso a cidade tenha sido sempre tão doce. Não como riso contínuo...  Ler tudo >>
[07-10-2009]  |  Joana Câmara
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Jogo das Damas

Jogo das DamasHá livros não escritos.           Jarras não. Partidas.Folhas esguias. Sós mas soltas....  Ler tudo >>
[22-02-2010]  |  Maria João Brinquete
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Carnaval em Angra dos Reis

 Há cinco anos que eu fujo, literalmente, de muvuca, zoeira, badalação e f...  Ler tudo >>
[04-03-2009]  |  Valdeck A. de Jesus
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O senhor embaixador

I            O embaixador Dário Moreira de Castro Alves (1927-2010) esteve nove anos a braços com um...  Ler tudo >>
[28-06-2010]  |  Adelto Gonçalves
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Correspondências

Manual de instruções para Portugal

Foi em cafés e restaurantes e encontros com portugueses de vária espécie que o livro se viu nascer. Um livro escrito para agradar às massas, à hipérbole de turistas alemães que desertam o país ao longo do ano inteiro – e não s&oacu...  Ler Tudo >>
[30-06-2010]  |  Susana Leite
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Porquê Portugal? Exemplos de uma existência inspiradora

Já não é uma novidade no panorama musical mundial, mas um nome destes desperta sempre curiosidade a um português, especialmente se os membros desta banda são provenientes do longínquo Alaska. Tenho andado a ouvir os Portugal.The Man desde o ano passado &ndash...  Ler Tudo >>
[18-02-2010]  |  Susana Leite, em Leipzig
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Cuentame un cuento

Havia muito de Umberto Ecco na aula aberta ao público de Antonio Muñoz Molina ontem à noite no King Juan Carlos I of Spain Center, parte do campus da New York University, o edifício de número 53 ao sul do grandioso Washington Square.  Na sala reservada ao evento, não se ouve o inglês enquanto uma se...  Ler Tudo >>
[11-02-2010]  |  Kátia Gerlach
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Adeus migrante

A princípio, são as meias vermelhas que nos distraem e fazem reparar na combinação com a camisa também vermelha mas em outro tom, o terno é marron escuro, o blazer descasado.  Um homem visivelmente mais jovem do que a idade, um sotaque aplicado à pronúncia rastejante, um pessimista, medroso, por nat...  Ler Tudo >>
[09-02-2010]  |  Kátia Gerlach
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“Ora ouve…”

Entre Osnabrűck e Porto, que paralelo biográfico melhor para se ler Ilse Losa na direcção contrária àquela que ela geograficamente deu à sua vida. Uma vida que na tragédia da História da Alemanha encontrou porto de abrigo no Porto de onde eu provenho e que nessas trocas interculturais perdeu ou...  Ler Tudo >>
[12-01-2010]  |  Susana Leite
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Brooklynites

Artistas plásticos, músicos, poetas e escritores encontram no Brooklyn refúgio e cenário e dali partem para expedições ultramarinas na Califórnia, na Índia, na França, na América Latina, na África, a book tour perhaps.  Discussões literárias, conversas boêmias, propostas, idéias para livros em ebuli...  Ler Tudo >>
[18-12-2009]  |  Kátia Gerlach
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Sobreposições

Tal como a memória ou um texto, a cidade tem múltiplas sobreposições. Camada sobre camada que foi sendo sobreposta pelo tempo, os projectos dos homens e o acaso, e que é possível ler num determinado momento. Por exemplo, Leipzig em Novembro de 2009. Vinte anos depois da “revolução pacífica”, os acon...  Ler Tudo >>
[04-12-2009]  |  Ana Delgado
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O original de Laura, dying is fun

Não há de se esperar em Laura, uma novela e sim fragmentos. Nas lacunas, o legado de Nabokov aos leitores. Cento e trinta e oito  cartões escrevinhados, a obra inacabada de um homem em estado terminal. Vladimir pedira à Vera que os destruísse, assim ...  Ler Tudo >>
[25-11-2009]  |  Kátia Gerlach
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Cervantes e Pamuk, por Kátia Gerlach

Tempo e palavras culminam na necessidade instantânea de evitar o ócio dos segundos.  Outono e inverno fazem-se incertos.  Eventos literários e musicais dão vida aos centros culturais excessivamente calefados e neste calor artificial, um público trajando variadas vestimentas e opiniões, dos mais velh...  Ler Tudo >>
[20-11-2009]  |  Kátia Gerlach
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As frases talismáticas de A.S.Byatt

Em seu último livro The Children’s Book, Antonia confessa através da protagonista que todo o escritor deve ter a sua frase talismática.  Há palavras que funcionam como chave do horizonte, têm o poder de ligar a máquina da criação.  No ano passado, Amy Bloom confidenciou ao público que no seu escritó...  Ler Tudo >>
[07-11-2009]  |  Kátia Gerlach
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O melhor ar da cidade

“I blow through here… and the music goes round and round… and it comes down here” (Louis Armstrong, The Five Pennies)   Não é nos parques, jardins botânicos ou bosques  que se respira o melhor ar de uma cidade, mas sim... numa sala de concertos.  Talvez nem pensemos nisto, quando assistimos a um con...  Ler Tudo >>
[05-11-2009]  |  Ana Maria Delgado
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Chinua Achebe

Da poltrona com ampla vista para o palco, quis capturá-lo.  Não como o mestre da escrita da África colonizada pelos ingleses, o escritor premiado.  Quis tê-lo, sim, como personagem.  Quantas histórias não renderiam este homem vivido que carrega a Nigéria no coração, abriga as tristezas do fracasso d...  Ler Tudo >>
[23-10-2009]  |  Kátia Gerlach
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LITERATURA JURÍDICA
Parceria

Espaço-parceria para Literatura Jurídica

Espaço disponível... 
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[11-06-2010]  |  Vítor Coelho da Silva
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Espaço editorial

Espaço reservado a eventual Parceria.... 
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[28-10-2008]  |  Vítor Coelho da Silva
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Literatura Popular
Literatura Infanto Juvenil

Escrita de viagem e/ou Os vigieiros do Corpo

Continuação do Circo da i margin’ar-te  por Maria LavaA Escrita de Viagem (ou os Vigieiros do Corpo) insere-se no já enunciado e anunciado Projecto do Circo da i margin... 
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[21-07-2010]  |  Editor
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Duas histórias de amor e desamor em verso

Quando, no falar comum e quotidiano, nos referimos a “literatura de cordel”, usamos a expressão num sentido depreciativo, desvalorizando uma determinada obra como sendo de inferior ... 
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[18-05-2010]  | 
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Os LÁ-VAI por Maria Lava

um Projecto do Circo da i margin’ar-te, uma (des)pretensão de trimaginar a arte; do deslado marginal d’ella.I   ida prima estaçãoII  ida decoração da primaIII   ida prima estaçãoIV  ida frolV  idos fr... 
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[29-03-2010]  | 
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Uma árvore, um filho, um livro...

... ou dois. (Letra pequena aconselha a que seja por esta ordem, mas nada tem contra quem escolher outra.)Um projecto (interessante e oportuno) da Bookstorm, Booktailors e Finepaper (mesmo para quem ... 
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[28-07-2010]  |  Letra Pequena                                                  Ver Mais >>
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Se Eu Fosse...Nacionalidades

Estreia do premiado autor, Francisco José Viegas, no género infantil. Se Eu Fosse... Nacionalidades faz-nos descobrir a vida que o Lio teria se fosse japonês, brasileiro, norueguês ou italiano. Ilustrado a quatro cores, oferece às crianças, a partir dos 5 anos, a oportunidade de conhecer a realidade gastronómica, linguística e patrimonial de diferentes países. Humorada, lúdica e didáctica, é uma obra para ser lida com os pais e descobrir, em cada país, aquele pormenor, contribuindo para a construção da memória referencial das crianças relativamente às diferentes nacionalidades do mundo

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