Consumo: Reutilizar através da rede on-line freecycle também serve para ajudar os outros
24-02-2009 9:32:05
Lisboa, 24 Fev (Lusa) - A professora universitária Maria Aurindo garante não ser uma "fundamentalista" do anti-consumismo nem da defesa do Ambiente, mas diz que estar associada ao movimento freecycle já lhe possibilitou poupar dinheiro, recursos ecológicos e ajudar os outros.
O freecycle funciona em fóruns da Internet e serve de ponto de encontro para cibernautas que oferecem e procuram de tudo um pouco, desde consolas de jogos, mesmo avariadas a roupas, móveis, serradura, caixas de ovos vazias, aquários, sacos de café, material de pesca e sanitas.
Maria Aurindo quer abrir portas e levar a experiência para fora da Net. E vai apelar à Câmara Municipal de Lisboa para que abra periodicamente os armazéns dos "monos" aos reutilizadores do "lixo dos outros". Os monos são objectos de grandes dimensões recolhidos pela autarquia quando Alguém o solicita.
A professora encontrou o movimento freecycle numa busca de móveis em segunda mão para mobilar uma casa herdada e percebeu que podia reduzir os custos a... zero. A experiência tornou-a também numa intermediária entre os que querem ganhar espaço em casa e desfazer-se de objectos e quem precisa deles.
Um ferro de engomar da "primeira geração" acabou por ser a prenda ideal de Natal de um neto para uma avó, que colecciona estes objectos, testemunhou.
Cláudio Cortez juntou-se à comunidade freecycle quase no início, em Março de 2007, para evitar que objectos fossem parar ao lixo. O bastante espaço disponível na sua casa na zona de Loures faz aumentar a 'colecção' de reutilizáveis.
"Às vezes é prejudicial, porque as coisas que acumulo podiam ser mais úteis a outras pessoas", admitiu à Lusa, lembrando, porém, que a mentalidade actual de construir prédios na vertical limita o armazenamento.
PL.
Lusa/fim
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Carlito Lima
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