Entrevista a Manuela Ribeiro
[07-02-2010] | Pedro Teixeira Neves
Manuela Ribeiro é, em grande parte, a alma das Correntes d’Escritas. Sempre presente, sempre disponível, sempre amiga, sempre com um sorriso, os escritores são os seus meninos dos olhos. Meninos, pois claro, então quem lhes trata da comida, das camas lavadas no hotel, das viagens a tempo e horas agendadas e marcadas? E quem trata de os ter, a horas marcadas, nas respectivas mesas de debate, de os levar às escolas? É simples, temos todos uma dívida para com a Manuela. Amante da literatura, tentei-a para me responder a algumas questões. Reservada, longe de querer tirar o protagonismo seja a quem for, Manuela avança de forma telegráfica, embora assertiva. Ficará a conversa para depois!Antes da primeira edição das Correntes, alguma vez julgaste ser possível levar a cabo um encontro de escritores com tamanha importância e projecção?
Sim, sem dúvida.
A emoção de organizar o Encontro ainda é a mesma dos primeiros anos?
Não mudará nunca.
Porque consideras importante ouvir o que os escritores têm a dizer?
Porque considero importante o que todas as pessoas têm a dizer: os escritores e os leitores e por isso estão cá uns e outros.
O que é para ti um escritor? O que significa a palavra escritor?
Um jogador, que usa as palavras em vez das cartas. Viajar.
Alguma das edições passadas te ficou na memória por algum motivo especial?
Todas, por todos os motivos.
Quem gostarias um dia de ter como convidado nas Correntes d'Escrita?
Todos os que quero convidar mas, infelizmente não posso, porque o dinheiro não chega para convidar todos.
Depois de uma muito concorrida edição comemorativa dos Dez anos das Correntes, que objectivos nortearam para esta edição?
Esta é a edição mais difícil de todas as que já se realizaram. Depois da festa dos 10 anos seria assim. Por isso, o "truque", mais uma vez, é criar expectativa.
Que novidades poderemos encontrar este ano na Póvoa?
Espaço para apresentação de novos projectos ligados ao livro e à literatura como forma de criar novos interesses e estabelecimento de novas parcerias que despertem consciências e ajudem a fidelizar e criar públicos mais abrangentes.
Quantas horas dormes em média durante os quatro dias das Correntes?
Os elementos da equipa de trabalho, todos juntos, devem dormir 8 horas nos quatro dias…
O que sentes depois de cada Correntes terminada?
Angústia e vazio.
Completa a frase, ao jeito de mote para tema-debate: Se algum dia das Correntes me partir ...
… volto e conto.












António Manuel Pacheco
Carlito Lima
Diana Menasché















